terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

AFRODITE


O nascimento de Vênus, de William-Adolphe Bouguereau


Afrodite (em grego, Αφροδίτη) era a deusa grega da beleza e da paixão sexual. Originário de Chipre, o seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas. Foi identificada como Vênus pelos romanos.

Afrodite era a deusa grega do amor, do sexo, da regeneração e da beleza corporal. De acordo com o mito mais aceito, nasceu quando Urano (pai dos titãs) foi castrado por seu filho Cronos, que atirou os genitais cortados de Urano no oceano, que começou a ferver e espumar. De aphros ("espuma do mar"), ergueu-se Afrodite e o mar a carregou para Chipre. Por isso um de seus epítetos é Kypris. Assim, Afrodite é de uma geração mais antiga que a maioria dos outros deuses olímpicos.

Ela é um resultado da união das espumas do mar, com o esperma de Urano.
A espuma branca que resultou da mistura entre o esperma do deus e o mar, espalhou-se ao redor dos genitais castrados, e deu-lhe origem, nascendo totalmente desenvolvida e bela em sua nudez.
É uma filha portanto das água do mar e da violência e da luta pelo poder e pela supremacia; eqüivale a Inanna no mito sumeriano; a Ishtar no babilônico; a Hátor no Egito, Vênus em Roma.
Rege a criatividade assim como as artes e artimanhas do amor; ela também é uma deusa da batalha, como é retratado por ocasião de seu nascimento, incitando os homens ao combate sangrento.
É vaidosa, ciumenta e vingativa, mas sempre irresistível, simbolizando o desejo apaixonado, a paixão cega capaz de gerar luta, o amor físico e a paixão como resultado do instinto, além da transitoriedade do afeto, uma vez que ela não prega a eternidade do amor, mas sua transitoriedade, cônscia de que toda a paixão é finita.
Seu poder de reprodução não é uma decorrência de seu instinto maternal, mas sim, fruto de sua paixão por um homem.
Afrodite era casada com o ferreiro Hefesto, o deus defeituoso dos artesãos, filho de Hera, a quem foi sistematicamente infiel . Ela pode ser considerada como sendo um símbolo do desejo sensual, totalmente desvinculada dos assuntos da alma. Essa deusa que era patrona de toda a criatividade, é possível que tenha desposado o coxo e aleijado ferreiro Hefesto, por amor aos seus dons artísticos e sua criatividade, assim, seu casamento parece representar a união da beleza com o artesanato, que originam a arte.
Essa deusa valorizou sua independência acima da experiência emocional com o outro. Valorizava as ligações, mas só a curto prazo, sem laços que se estabelecessem pela dependência.
É considerada como sendo a amante arquetípica.

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